Zuccotto di Noci e Lamponi

julho 9, 2006 at 10:06 pm (misturando, torcendo)

Eu poderia chamar este zuccotto de charlotte, mas hoje especialmente estou muito feliz em usar a nomenclatura italiana…

Seja qual for o nome, fazer este tipo de sobremesa com uma forma adequada ficou muito mais fácil. Já que eu planejava cobrir o zuccotto, assei o bolo diretamente na forma semi-esférica, e o encaixe do conjunto de formas fez com que a casca saísse perfeitinha, pronta para ser recheada com a bavarois de framboesas.

Para a casca do zuccotto fiz um pão-de-ló de nozes. Recheei o zuccotto com uma bavarois de framboesa, cobri com Suspiro Italiano (receita no Bolo 4 de Julho), decorei com morangos e farpas de chocolate amargo.

Pão-de-Ló de Nozes

3 ovos
2 xícaras de açúcar
1 xícara de óleo
1 colher de amaretto
2 xícaras de farinha
1 colher de chá de fermento em pó
1 xícara de leite
1 xícara de nozes finamente moídas

Pré-aqueça o forno em 175°C (350°F). Unte e enfarinhe uma forma semi-esférica e a forma para a base. Outra opção é aumentar em 1/3 a receita de pão-de-ló e usar uma forma quadrada de 30cm de lado, e uma forma redonda de 20cm de diâmetro, montando o zuccotto como explicado aqui.

Bata os ovos em velocidade média-alta. Lentamente adicione o açúcar e bata até ficar um creme grosso e esbranquiçado. Adicione o óleo e o licor, bata bem. Adicione o fermento e a farinha, alternando com o leite. Junte as nozes moídas e bata até incorporar bem.

Derrame a massa nas formas preparadas. Asse a base por uns 25 à 30 minutos, a forma semi-esférica por 60 à 70 minutos.

Purê de Framboesas

700g de framboesas congeladas
1 colher de chá de suco de limão

Coloque as framboesas num escorredor de macarrão suspenso sobre uma vasilha. Descongele as framboesas completamente (vai demorar várias horas). Ocasionalmente esprema as framboesas contra o escorredor, para ajudar a soltar o líquido.

Quando as framboesas tiverem perdido cerca de 1 xícara de suco, leve as framboesas e suco de limão ao multiprocessador equipado com lâmina de metal, e bata até virar um purê.

Bavarois de Framboesas

2 1/2 colheres de chá de gelatina em pó sem sabor
1 xícara de purê de framboesas
2/3 xícara de açúcar
2 xícaras de creme de leite fresco

Coloque 1/4 de xícara do purê de framboesas e a gelatina em pó numa vasilhinha de vidro, e deixe descansar por 5 minutos. Leve ao microondas por alguns segundos e misture bem para dissolver a gelatina. Misture esta porção e o açúcar ao restante do purê de framboesas.

Bata o creme de leite até que faça picos suaves. Adicione o purê de framboesas já com gelatina e açúcar, e bata até formar picos firmes.

Rende 5 xícaras de creme, o bastante para rechear uma charlotte ou zuccotto com 20cm de diâmetro. Este creme é firme o bastante para ser moldado sozinho e manter sua forma ao ser cortado com faca.

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The Ball of Bastards

junho 20, 2006 at 12:02 am (abstraindo, sorrindo, torcendo)

The Piercing ShriekThe Ball of Bastards, um sítio criado por três graduados da Köln International School of Design, tem como propósito acalmar os fãs frustrados por tudo que há de errado na Copa de 2006.

Are you tired of watching your favorite team falter and fail?
Are you tired of not getting tickets to games – even though the stadiums are often half-empty?
Are you tired of watching over-paid players underperform?

If so, then we've got something for you. It's called THE BALL OF BASTARDS and it gives you a way of making it pay back time.

The Piercing Shriek é para matar o Pierluigi Collina a grito. Consegui fazê-lo em 34 segundos.

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Futebol e personalidades geopolíticas

junho 19, 2006 at 7:05 pm (matutando, torcendo)

Generalizações são sempre perigosas, mas quem resiste à tentação? Michael J. Agovino do New York Times fala da neurose dos holandeses, a paranóia persecutória dos italianos, o pessimismo melodramático dos ingleses, e naturalmente, o transtorno bipolar do torcedor brasileiro em Losses, and the Losing Losers Who Hate Them:

One favorite response is scapegoating. In 1950, Brazil, the host and favorite, lost in the final to Uruguay. The author Alex Bellos, in his book "Futebol: Soccer, the Brazilian Way," writes that the goalkeeper, Barbosa, "became the personification of the national tragedy." He died 50 years later, apparently unforgiven by his countrymen.

Although Brazil has suffered cataclysmic defeats in addition to 1950's, it has won a record five World Cups.

"Brazilians, to generalize awfully, are emotionally bipolar," Mr. Bellos, who divides his time between England and Brazil, said in an interview. "Everything is either the best in the world or the worst in the world. They have a superiority complex in terms of football, yet the flipside is a developing nation's crushing insecurity complex. When they win they forget their problems. They are the happy, party-loving. When they lose it reinforces a sense that they are useless and predestined towards failure — not just in football but in everything."

O artigo é interessante, mas carece de um comentário sobre nuestros hermanos porteños. Conhecidos que são pela abundância de psicólogos e psicanalistas per capita, é até injusto que logo as suas paranóias tenham ficado de fora.

No Wall Street Journal deste último sábado, Henry Kissinger (o próprio & continuando) falou de seu amor pelo esporte e fez suas próprias generalizações em entrevista para Frederick Kempe, Couch-Potato Diplomacy:

He's fascinated with how national characteristics translate into playing styles: Brazil's unbridled joy, England's noble purpose, Germany's grim determination.

Aqui eu faço parêntesis e peço que alguém me elucide sobre os nobres propósitos da Inglaterra. Falando de política externa ou história dos últimos 500 anos, parece piada, então eu lembro que (1) agora mesmo eu estava falando de delírios; (2) o comentário veio de alguém que já ganhou o prêmio Nobel da paz, e não foi na Ilha da Fantasia. Mas mesmo que eu limite o comentário à futebol, no momento só consigo lembrar do Peter Crouch puxando as madeixas de Brent Sancho no jogo contra Trinidade e Tobago.

"When a Brazilian team is in good form, it looks like a ballet coming down the field. There are two troubles with the Brazilians: One is they get so infatuated with their dancing and acrobatics that they sometimes forget to shoot goals. The other is they often don't have a good goalkeeper. My explanation is that he doesn't like staying back and not joining the fun."

Dr. Kissinger worries that globalization is "brutalizing" the Brazilians, who have lost some of their Latin panache. All but three of their 11 players have had their styles dulled by playing in the highest-paying but more-conformist European leagues, he says.

Palavras que falam tanto de quem as proferiu quanto do objeto da discussão:

He has high praise for the Argentinians. "They have many of the skills of the Brazilians, but are ruthlessly oriented toward scoring goals and doing whatever is necessary to win," he says.

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Corrente pra frente

junho 17, 2006 at 2:18 pm (matutando, torcendo)

Esta é de quatro anos atrás, mas o momento é oportuno… Corrente pra frente (via A vida em palavras).

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2K6

junho 12, 2006 at 11:01 pm (passeando, torcendo)

csr2k6@yahoo.com.brPersonalize 2K6 tem uma coleção de latas personalizadas especiais para a Copa. As latas trazem dentro várias necessidades do torcedor: entre outras coisas, bandeira do Brasil, chaveiro, apito e pulseira.

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“It should be our goal to completely ignore the World Cup”

junho 11, 2006 at 2:14 pm (sorrindo, torcendo)

Engraçadíssimo o Stephen Colbert (The Colbert Report, Comedy Central) na última quinta-feira, falando da Copa do Mundo.

E em entrevista para Jon Stewart (The Daily Show, Comedy Central), John Hodgman explica porque o nacionalismo estado-unidense não precisa do futebol como metáfora.

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Amistoso da seleção brasileira contra o Japão

junho 7, 2006 at 11:36 pm (sorrindo, torcendo)

Ant World Cup Originalmente a estória foi publicada no Mainichi Daily News, que até explica como as formiguinhas aprenderam a jogar futebol:

In the wild, the ants recognize enemies by their pheromones. The organizers of the game used this natural ability to make the ants "ant-agonize" each other, by feeding the Japanese team with Kagoshima pork and the Brazilian team with spare ribs in order to alter the ants' pheromones.

Mas em Cellar foi desvendado o porquê do empate — estas formigas de bumbum amarelo não são brasileiras, e outras fotos mostram que tem mão na bola.

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NY Times: Most Bonito

junho 7, 2006 at 12:05 am (matutando, torcendo)

Por John Carlin no New York Times deste domingo, Ronaldinho é o Most Bonito:

On top of all that, he plays with a big smile on his face, even when he misses a shot. Whereas so many professionals in every sport seem to carry the world's worries on their faces as they play, Ronaldinho radiates the fun of a carefree 8-year-old boy. (…) He is courteous, too — one of those "After you," "No, after you" types — and seems to have few of the airs and graces one might expect of a regular superstar, to say nothing of the most globally celebrated sportsman alive. He does not strut so much as shuffle, and when asked to describe that goal during which he sent John Terry tumbling to the ground, he gracefully makes excuses for the Englishman. "I had the good fortune to be coming at him having built up some speed, while he was moving from a standing position," he says, "so I had a big advantage."

E falando do futebol brasileiro…

[O]ne of soccer's great truisms: the English invented the game, but the Brazilians perfected it. They found the game brick and left it marble. They patented what has become known the world over as jogo bonito, the beautiful game, a style of soccer that combines exuberance with success and that Ronaldinho, more than any other player alive, embodies. People respect winners, they admire them, but they don't always love them. The bright, canary-yellow shirt of the Brazilian national team — the canarinho shirt, they fondly call it in Brazil — elicits feelings in soccer fans everywhere that unite reverence for Brazil's unquestioned supremacy (it has won the World Cup, held every four years, five times in the last half century) with an affection, a warm sense of personal ownership, that transcends the sport's inherent tribalism. Every neutral fan following this month's World Cup will want Brazil to win, and every soccer-lover with a national stake in the competition will have Brazil as his second team. Soccer is the world's biggest religion, cutting across race, faith, geography, ideology and gender like no other global phenomenon. Brazil is the religion's favorite church.

Mas eu não deveria estar colocando excertos do Most Bonito aqui, há que se ler o artigo inteiro.

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Planes tacticos

maio 29, 2006 at 6:11 pm (sorrindo, torcendo)

Planes Tacticos para el Mundial de Futbol...Este sítio espanhol apresenta didaticamente as táticas de futebol de vários países.

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