Grandes inventos

dezembro 4, 2006 at 11:52 pm (sorrindo)

Ao lado o recorte de um artigo publicado na revista Modern Mechanix em 1938.

A idéia deste brilhante dispositivo é prender a mãozinha de quem se atreve a chamar os bombeiros para apagar um incêndio (via BoingBoing).

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A Very Important Message from John Cleese

dezembro 4, 2006 at 11:22 pm (sorrindo)

O texto abaixo é atribuído ao guru John Cleese. A autenticidade eu não sei, mas que é engraçado, isso é…

John CleeseA Very Important Message from John Cleese to the Citizens of the United States of America:

In light of your failure to elect a competent President of the USA and thus to govern yourselves, we hereby give notice of the revocation of your Independence, effective immediately.

Her Sovereign Majesty Queen Elizabeth II will resume monarchical duties over all states, commonwealths, and territories (excepting Kansas, which She does not fancy). Your new prime minister, Tony Blair, will appoint a governor for America without the need for further elections. Congress and the Senate will be disbanded. A questionnaire may be circulated next year to determine whether any of you noticed.

To aid in the transition to a British Crown Dependency, the following Rules are introduced with immediate effect:

(You should look up “revocation” in the Oxford English Dictionary)

  1. Then look up aluminium, and check the pronunciation guide. You will be Amazed at just how wrongly you have been pronouncing it.
  2. The letter ‘U’ will be reinstated in words such as ‘favour’ and ‘neighbour.’ Likewise, you will learn to spell ‘doughnut’ without skipping half the letters and the suffix -ize will be replaced by the suffix -ise. Generally, you will be expected to raise your vocabulary to acceptable levels (look up ‘vocabulary’).
  3. Using the same twenty-seven words interspersed with filler noises such as “like” and “you know” is an unacceptable and inefficient form of communication. There is no such thing as US English. We will let Microsoft know on your behalf. The Microsoft spell-checker will be adjusted to take account of the reinstated letter ‘u’ and the elimination of -ize. You will relearn your original national anthem, God Save The Queen.
  4. July 4th will no longer be celebrated as a holiday.
  5. You will learn to resolve personal issues without using guns, lawyers, or therapists. The fact that you need so many lawyers and therapists shows that you’re not adult enough to be independent.
  6. Guns should only be handled by adults. If you’re not adult enough to sort things out without suing someone or speaking to a therapist then you’re not grown up enough to handle a gun. Therefore, you will no longer be allowed to own or carry anything more dangerous than a vegetable peeler. A permit will be required if you wish to carry a vegetable peeler in public.
  7. All American cars are hereby banned. They are crap and this is for your own good. When we show you German cars, you will understand what we mean.
  8. All intersections will be replaced with roundabouts, and you will start driving on the left with immediate effect. At the same time, you will go metric with immediate effect and without the benefit of conversion tables. Both roundabouts and metrication will help you understand the British sense of humour.
  9. The Former USA will adopt UK prices on petrol (which you have been calling gasoline) — roughly $6/US gallon. Get used to it.
  10. You will learn to make real chips. Those things you call French fries are not real chips, and those things you insist on calling potato chips are properly called crisps. Real chips are thick cut, fried in animal fat, and dressed not with catsup but with vinegar.
  11. The cold tasteless stuff you insist on calling beer is not actually beer at all. Henceforth, only proper British Bitter will be referred to as Beer, and European brews of known and accepted provenance will be referred to as Lager. American brands will be referred to as
    Near-Frozen Gnat’s Urine, so that all can be sold without risk of further confusion.
  12. Hollywood will be required occasionally to cast English actors as good guys. Hollywood will also be required to cast English actors to play English characters. Watching Andie Macdowell attempt English dialogue in Four Weddings and a Funeral was an experience akin to
    having one’s ears removed with a cheese grater.
  13. You will cease playing American football. There is only one kind of proper football; you call it soccer. Those of you brave enough will, in time, be allowed to play rugby (which has some similarities to American Football, but does not involve stopping for a rest every twenty seconds or wearing full Kevlar body armour like a bunch of nancies.
  14. Further, you will stop playing baseball. It is not reasonable to host an event called the World Series for a game which is not played outside of America . Since only 2.1% of you are aware that there is a world beyond your borders, your error is understandable.
  15. You must tell us who killed JFK. It’s been driving us mad.
  16. An internal revenue agent (i.e. Tax collector) from Her Majesty’s Government will be with you shortly to ensure the acquisition of all monies due (backdated to 1776).
  17. Daily Tea Time begins promptly at 4 pm with proper cups, never mugs, with high quality biscuits (cookies) and cakes; strawberries in season.

John Cleese

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Hamburger de trás prá frente

novembro 14, 2006 at 7:13 pm (matutando, misturando, sorrindo, verdejando)

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Borat Sagdiyev

novembro 13, 2006 at 11:51 pm (matutando, sorrindo)

BoratBorat vem desfilar suas graças de maillot. Para quem não conhece, Borat Sagdiyev é uma das personagens do comediante inglês Sacha Baron Cohen (Da Ali G Show). Borat viaja pelos EUA como jornalista e embaixador cultural do Cazaquistão, em algumas instâncias abusando da proverbial inocência do povo americano ou testando até onde vai sua compostura, em outras os convindando para que se enforquem com a própria língua. Nesta versão transatlântica de Pride & Prejudice, quem decide para que lado o mingau vai entornar é a própria vítima.

Há pouco estreou nos cinemas Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan. No meu entender, trata-se de um documentário. É um pacote de piadas grotescas mas bem colocadas, e a estréia nas telas de uma galinha que merece o oscar de atriz coadjuvante.

E como esta crítica por Anthony Lane na New Yorker lembra, o comediante Borat tem um propósito em todo o seu mau gosto e comentários politicamente incorretos:

When Borat laughs at the notion that you can be against cruelty to animals, you can hear, at his back, the snicker of Baron Cohen as he takes his cleaver to another sacred cow. His task is not so much to insult his fellow Jews, or the African-American community, as to register amazement at a culture that turns race relations into an article of faith—that seems to believe, against the run of history, in legislating our lower, more brutish instincts out of existence.

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County Fair, por Earth Oliver

agosto 1, 2006 at 9:49 pm (matutando, passeando, sorrindo, viajando)

My name is Earth and I travel around Oregon and photograph the most interesting characters I find at county fairs and rodeos. (Via BoingBoing)

Eu mudaria o nome para “Country Fairies”, mas as fotos de Earth Oliver são realmente muito bacanas. Tem Dorothy, Rapunzel e Príncipe Valente, o Último Samurai e a Coelhinha da Páscoa (em julho). Mozart, Barbara La Marr, Audrey Hepburn, Bo Derek, Twiggy, Britney Spears, Brooke Shields, Elton John, Farrah Fawcett e Casal 20. E a garota propaganda da BomBril (meu marido discorda, diz ele que ela parece mais com a noiva do Frankenstein).

Umas assustam mais que outras, mas algumas realmente dão medo.

Brincadeiras à parte, eu gosto de observar como o estado-unidense se traja e penteia. No Brasil o povo se veste inspirado pelas novelas e é escravo das novidades, nos EUA as pessoas aderem mais aos seus ídolos culturais ou suas tribos ideológicas, independente da época.

Homens e mulheres dedicam diariamente um bocado de tempo às suas madeixas. Vejo isso nos ônibus e supermercados, penteados presos bastante elaborados, ou cabelos soltos mas controlados com muito gel e spray fixador, os homens inclusive. Pode passar uma ventania sem que um fio saia do lugar. Onde trabalho tem um senhor que, quando vem de bicicleta, traz o secador de cabelos na mochila para ajeitar o penteado antes de pegar no batente.

As elites se elaboram ao inverso. Especialmente na geração X (nascida entre meados dos anos 60 e 70, com aspirações de sair do carrossel de status, dinheiro e ascenção social), prevalece a tentativa de mostrar que não se vestiu para a ocasião, e um bocado de esforço é colocado em construir uma figura de quem acabou de sair da cama com as roupas amarrotadas e cabelos despenteados (com cortes específicos e produtos para que o cabelo permaneça assim).

Na classe média brasileira, quando muito conseguimos identificar os roqueiros, naturebas, intelectuais, esportivos, sofisticados urbanos ou patricinhas e mauricinhos. A classe média estado-unidense se veste como democrata ou republicana, adepta de um esporte específico, praticante de uma profissão, e é extremamente cuidadosa em não pisar fora dos seus limites (ao mesmo tempo que rejeita a idéia de que haja um sistema de classes nos EUA). Enquanto que no Brasil as pessoas se arrumam para ir à igreja, ao teatro ou a um casamento, as diferenças se limitando à qualidade das roupas e saúde dos cabelos, nos EUA as pessoas que freqüentam tais lugares estão vestidas como estudantes, professores, advogados, secretários ou vendedores. No outro extremo tem aqueles que se fantasiam especificamente para o evento — se é um show de tango, uma boa parte da platéia feminina estará com saias de babados e enormes flores no cabelo; se o batuque é africano a audiência virá com túnicas e adereços pretensamente tribais; num evento de gala na Flórida muitos paletós ou gravatas terão coqueiros estampados.

É um paradoxo que um povo geralmente tão tímido, que evita fazer contato visual e que se ofende ao se descobrir observado, se vista de forma tão expressiva e freqüentemente chamativa. Talvez seja o mito de esta ser uma sociedade igualitária que alimente o desejo por notoriedade. Afinal de contas, é para olhar ou não?

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Curta-metragens de animação pela NFB

julho 15, 2006 at 1:19 pm (abstraindo, passeando, sorrindo)

The Cat Came BackThe National Film Board of Canada tem a reputação de produzir e distribuir documentários e curta-metragens de animação de excelente qualidade.

A NFB colocou 50 curtas de animação para assistir on line, um filminho mais interessante que o outro, alguns muito engraçados (Via BoingBoing).

Entre os que vi e mais gostei estão A Chairy Tale (musicado por Ravi Shankar e Chatur Lal), The Big Snit, Bully Dance, Elbow Room, Neighbours e The Sand Castle.

Acima está um snapshot de The Cat Came Back (Cordell Barker, 1988), baseado numa canção folclórica de mesmo nome.

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New Yorker: What I Learned

junho 22, 2006 at 12:23 am (matutando, sorrindo)

David Sedaris está na New Yorker de 26 de junho, discorrendo sobre os frutos de sua educação em Princeton: What I Learned.

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The Ball of Bastards

junho 20, 2006 at 12:02 am (abstraindo, sorrindo, torcendo)

The Piercing ShriekThe Ball of Bastards, um sítio criado por três graduados da Köln International School of Design, tem como propósito acalmar os fãs frustrados por tudo que há de errado na Copa de 2006.

Are you tired of watching your favorite team falter and fail?
Are you tired of not getting tickets to games – even though the stadiums are often half-empty?
Are you tired of watching over-paid players underperform?

If so, then we've got something for you. It's called THE BALL OF BASTARDS and it gives you a way of making it pay back time.

The Piercing Shriek é para matar o Pierluigi Collina a grito. Consegui fazê-lo em 34 segundos.

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“It should be our goal to completely ignore the World Cup”

junho 11, 2006 at 2:14 pm (sorrindo, torcendo)

Engraçadíssimo o Stephen Colbert (The Colbert Report, Comedy Central) na última quinta-feira, falando da Copa do Mundo.

E em entrevista para Jon Stewart (The Daily Show, Comedy Central), John Hodgman explica porque o nacionalismo estado-unidense não precisa do futebol como metáfora.

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Amistoso da seleção brasileira contra o Japão

junho 7, 2006 at 11:36 pm (sorrindo, torcendo)

Ant World Cup Originalmente a estória foi publicada no Mainichi Daily News, que até explica como as formiguinhas aprenderam a jogar futebol:

In the wild, the ants recognize enemies by their pheromones. The organizers of the game used this natural ability to make the ants "ant-agonize" each other, by feeding the Japanese team with Kagoshima pork and the Brazilian team with spare ribs in order to alter the ants' pheromones.

Mas em Cellar foi desvendado o porquê do empate — estas formigas de bumbum amarelo não são brasileiras, e outras fotos mostram que tem mão na bola.

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This is where f*** comes into play

junho 1, 2006 at 12:14 am (sorrindo)

Quem diria que eu usaria de tal linguagem no stramblog… Salvo raras exceções, eu acho muito feio falar palavrão. Seu uso denota pobreza de vocabulário, existem muitos termos mais gentis e/ou adequados, e é tão mais divertido insultar pessoas com palavras que elas desconheçam.

Mas aí alguém escreve um artigo muito engraçado, e então pode-se argumentar pela liberdade de discussão nos altos círculos acadêmicos. Christopher M. Fairman, da Ohio State Public Law, Center for Interdisciplinary Law and Policy Studies e outros bafafás, recentemente publicou F***:

This Article is as simple and provocative as its title suggests: it explores the legal implications of the word f***. The intersection of the word f*** and the law is examined in four major areas: First Amendment, broadcast regulation, sexual harassment, and education. The legal implications from the use of f*** vary greatly with the context. To fully understand the legal power of f***, the nonlegal sources of its power are tapped. Drawing upon the research of etymologists, linguists, lexicographers, psychoanalysts, and other social scientists, the visceral reaction to f*** can be explained by cultural taboo. F*** is a taboo word. The taboo is so strong that it compels many to engage in self-censorship. This process of silence then enables small segments of the population to manipulate our rights under the guise of reflecting a greater community. Taboo is then institutionalized through law, yet at the same time is in tension with other identifiable legal rights. Understanding this relationship between law and taboo ultimately yields f*** jurisprudence.

O artigo é cheio de pérolas como "I could not have completed f*** without them", "simply leave f*** alone", "f*** gets plenty of use in educational settings" e "as far as f*** is concerned".

As estrelinhas, é claro, são por minha conta.  

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Planes tacticos

maio 29, 2006 at 6:11 pm (sorrindo, torcendo)

Planes Tacticos para el Mundial de Futbol...Este sítio espanhol apresenta didaticamente as táticas de futebol de vários países.

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New Yorker: The Perfect Mark

maio 16, 2006 at 2:41 am (matutando, sorrindo)

Há anos eu e o resto do mundo temos recebido e-mails solicitando ajuda para alguma figura importante que deseja transmitir fundos monetários de um país para outro. Qual não foi meu choque ao saber que tem gente que realmente cai neste conto. A New Yorker de 15 de maio relata as desventuras de um psicoterapeuta em Massachusetts que não apenas caiu, mas repetidamente se jogou nas mãos de um grupo de vigaristas da Nigéria: The Perfect Mark, por Mitchell Zuckoff.

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Sam (1990-2005)

abril 24, 2006 at 12:02 am (passeando, sorrindo)

SamNão se trata de Photoshop, Sam foi o portador natural do título de cão mais feio do mundo de 2003 à 2005. Um exemplar particularmente doloroso da raça Chinese Crested, Sam faleceu em novembro do ano passado, aos 15 anos de idade. (Via AntonioGenna)

Depois de admirar várias fotos de Sam (tem outras *muito* mais assustadoras que essa ao lado), fui verificar a World's Ugliest Dog Contest. Estava quase escolhendo Munchkin, mas ao rolar a página dei de cara com Pee Wee, que então recebeu meu voto inconteste. A surpresa foi ler seu perfil e descobrir ser ele filho do falecido Sam – Pee Wee é um filhote de cruz-credo na mais autêntica acepção do termo.

Mas o que realmente me impressiona é que uma tetéia Japanese Chin tenha querido travar relações com Sam.

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abril 23, 2006 at 12:42 pm (passeando, sorrindo)

Dee Jay, por LejoGenial este filminho mostrando um deedos-jay em ação.

Voltando à pagina principal do artista Lejo, pode-se escolher outros "filmpjes", incluindo um dueto de acordeons.

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Cabeça de pau

abril 23, 2006 at 11:09 am (misturando, passeando, sorrindo)

Human Head Knife Block, por Irene van GestelTechEblog traz a lista Top 20 Strangest Gadgets and Accessories. Ao lado vai o bloco culinário/terapêutico da designer holandesa Irene van Gestel.

Semelhante inspiração tiveram os criadores do Vice Versa Voodoo Knife Block Set e do Ouch! Voodoo Doll Tothpick Holder.

Gizmodo e Cool Tools apresentam outras (in)utilidades para a cozinha.

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Paisagismo suburbano

abril 17, 2006 at 4:41 pm (matutando, sorrindo)

Anderson Township Zoning Dispute

Mais uma fábula do país das regras… Os proprietários de uma casa num subúrbio de Cincinnati queriam construir uma cerca de 1.80m no seu jardim. A cidade recusou permissão, então em meados de 2005 os proprietários instalaram um "protesto artístico" em seu jardim. A cidade não pode fazer nada pois não há violação de zoneamento.

Eu estava achando a estória ótima, pois nos EUA é comum haver regras estipulando a cor que alguém pode pintar a própria casa, se pode ou não plantar árvores no quintal, se pode haver um carro com mais que 10 anos estacionado na frente, se pode receber crianças como hóspedes por uma noite, a freqüência que a grama deve ser aparada, etc.

Anderson Township Zoning DisputeAté que li no sítio dos proprietários o motivo deles quererem a cerca — a cidade tinha planos de construir uma calçada passando na frente de sua casa, e o potencial aumento no tráfego de pedestres e decorrente falta de privacidade seriam transtornos para os proprietários. A foto ao lado dá a idéia de quaaaanto incômodo seria causado por uma calçada de 1.80 de largura correndo junto à rua (a caminhonete branca deve ter mais ou menos esta dimensão de largura).

In addition to putting in sewers down the street, they told us they were going to put a 6 ft. wide sidewalk down the length of our side & back yard. That was news to us. Our house is in the 1950’s subdivision. The back yard boundary on our property starts the beginning of a 1980’s subdivision with bigger houses. They also have side walks back there that stop at our property line. Someone came up with the bright idea of connecting the existing sidewalk to the "Stop" sign in the front of our yard. So we looked at the "to do" list again and moved that fence to the top of the list. We already had no privacy but this would be ridiculous. We have a lot of foot traffic as well as vehicle traffic.

Ah, só Tocqueville explica.

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abril 5, 2006 at 12:42 pm (abstraindo, matutando, sorrindo)

Olavo Bilac Minha amiga Gisele, que publica um blog com seus trabalhos manuais muito fofos, sugere que strambinha stramblogue em Inglês, para que mais pessoas tenham acesso. A idéia de uma audiência internacional é atraente :-), mas eu tenho dois fortes motivos para continuar com o desconhecido e obscuro Português. Primeiramente, a chance de praticar a inculta e bela última flor do Lácio (ao lado vai a foto de Olavo Bilac), pois venho me sentindo bastante enferrujada. O motivo menos nobre é que tenho medo das coisas que eu escreveria em Inglês.

Eye halve a spelling checker
It came with my pea sea
It plainly marques for my revue
Miss steaks eye kin knot sea.

Eye strike a key and type a word
And weight four it to say
Weather eye am wrong oar write
It shows me strait a weigh.

As soon as a mist ache is maid
It nose bee fore two long
And eye can put the error rite
It's rare lea ever wrong.

Eye have run this poem threw it
Eye am shore your pleased two no
It's letter perfect awl the weigh
My checker tolled me sew.

Margo Roark

Na verdade escrever em Inglês é fácil, o grande problema é falar e, pior, entender aquilo que os nativos dizem. Ainda fico boiando em algumas conversações, sem entender palavras que eu sei soletrar mas que não reconheço pelos ouvidos.

When the English tongue we speak.
Why is break not rhymed with freak?
Will you tell me why it's true
We say sew but likewise few?
And the maker of the verse,
Cannot rhyme his horse with worse?
Beard is not the same as heard
Cord is different from word.
Cow is cow but low is low
Shoe is never rhymed with foe.
Think of hose, dose, and lose
    And think of goose and yet with choose
Think of comb, tomb and bomb,
Doll and roll or home and some.
Since pay is rhymed with say
Why not paid with said I pray?
Think of blood, food and good.
Mould is not pronounced like could.
Wherefore done, but gone and lone –
Is there any reason known?
To sum up all, it seems to me
Sound and letters don't agree.

Lord Cromer, 1902

Estas pérolas poéticas, ao lado de muitas outras, eu encontrei em Poems showing the absurdities of English spelling.

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The Meatrix II: Revolting

março 31, 2006 at 1:21 pm (matutando, misturando, passeando, sorrindo, verdejando)

RevoltingFinalmente ficamos sabendo o que aconteceu com Leo, o porco que fora salvo da Meatrix pelo bovino Moopheus em The Meatrix, o original. Ontem foi lançado The Meatrix II: Revolting – o revoltante se refere ao uso de antibióticos e hormônios sintéticos, poluição, mutilações e outras práticas cruéis usadas nas indústria de carnes e derivados de animais.

Embora eu seja vegetariana, não me incomodo que outras pessoas comam carne. É uma opção nada saudável e bastante mal-cheirosa, além de pouco eficiente, mas a cultura é muito enraizada, e certamente que o consumo de animais teve seu papel na evolução da espécie humana. Enquanto os animais tenham uma vida e haja máximo aproveitamento de seu abate, eu aceito a prática.

O que me incomoda profundamente é a forma como galinhas, vacas, porcos e até peixes são roubados de uma existência natural nas indústrias modernas. Do nascimento ao abate os animais são confinados em espaços minúsculos e imundos, são forçados a uma dieta inadequada ao seu sistema digestivo, o que lhes causa maior sofrimento físico, e as técnicas de abate são particulamente cruéis. É triste ver que as pessoas que se dizem indignadas com o extermínio de humanos em tantos episódios do século XX não se revoltam com o suplício físico e emocional destes animais. Qual a diferença entre o massacre de animais e o de humanos?


Store Wars1Outra grande produção do Free Range Studios é Store Wars, em que Cuke Skywalker faz de tudo para resgatar Princess Lettuce das forças do mal, com a ajuda de Obi Wan Cannoli, Ham Solo, Tofu D2 e Chewbroccoli. Princess Lettuce não aparece na imagem ao lado, mas ela é, literalmente, uma cabeça de alface com duas rosquinhas espetadas.

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Felicitações à D. Laura, especialmente da nora

março 2, 2006 at 12:27 pm (sorrindo)

Esta deve ter sido a gafe do ano, publicada na Gazeta de São Bento do Sul em fevereiro passado (via f-Utilidades).

Como chiqueza pouca é bobagem, a coluna também trouxe Djenifer e Djéssica. Deveria ser Djênifer.

Coluna Social


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