Congenital Amusia

novembro 14, 2006 at 12:42 am (abstraindo, passeando)

Teste seu ouvido musical em 6 minutos…

O teste foi desenvolvido por Jake Mandell, um estudante de medicina interessado em estudar percepção musical neurologicamente. Das suas composições eu confesso que não gostei, mas as imagens acompanhando os clips musicais são bem interessantes.

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Pipecleaner Dance III

agosto 2, 2006 at 8:57 pm (passeando)

pipecleaner.JPGMuito divertido este flash onde pode-se escolher a música e os movimentos do dançarino: Pipecleaner Dance III. Funciona com o mouse, mas usando o teclado fica mais legal. (Via Ursi’s Blog)

Dancing Me! também é bonitinho.

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County Fair, por Earth Oliver

agosto 1, 2006 at 9:49 pm (matutando, passeando, sorrindo, viajando)

My name is Earth and I travel around Oregon and photograph the most interesting characters I find at county fairs and rodeos. (Via BoingBoing)

Eu mudaria o nome para “Country Fairies”, mas as fotos de Earth Oliver são realmente muito bacanas. Tem Dorothy, Rapunzel e Príncipe Valente, o Último Samurai e a Coelhinha da Páscoa (em julho). Mozart, Barbara La Marr, Audrey Hepburn, Bo Derek, Twiggy, Britney Spears, Brooke Shields, Elton John, Farrah Fawcett e Casal 20. E a garota propaganda da BomBril (meu marido discorda, diz ele que ela parece mais com a noiva do Frankenstein).

Umas assustam mais que outras, mas algumas realmente dão medo.

Brincadeiras à parte, eu gosto de observar como o estado-unidense se traja e penteia. No Brasil o povo se veste inspirado pelas novelas e é escravo das novidades, nos EUA as pessoas aderem mais aos seus ídolos culturais ou suas tribos ideológicas, independente da época.

Homens e mulheres dedicam diariamente um bocado de tempo às suas madeixas. Vejo isso nos ônibus e supermercados, penteados presos bastante elaborados, ou cabelos soltos mas controlados com muito gel e spray fixador, os homens inclusive. Pode passar uma ventania sem que um fio saia do lugar. Onde trabalho tem um senhor que, quando vem de bicicleta, traz o secador de cabelos na mochila para ajeitar o penteado antes de pegar no batente.

As elites se elaboram ao inverso. Especialmente na geração X (nascida entre meados dos anos 60 e 70, com aspirações de sair do carrossel de status, dinheiro e ascenção social), prevalece a tentativa de mostrar que não se vestiu para a ocasião, e um bocado de esforço é colocado em construir uma figura de quem acabou de sair da cama com as roupas amarrotadas e cabelos despenteados (com cortes específicos e produtos para que o cabelo permaneça assim).

Na classe média brasileira, quando muito conseguimos identificar os roqueiros, naturebas, intelectuais, esportivos, sofisticados urbanos ou patricinhas e mauricinhos. A classe média estado-unidense se veste como democrata ou republicana, adepta de um esporte específico, praticante de uma profissão, e é extremamente cuidadosa em não pisar fora dos seus limites (ao mesmo tempo que rejeita a idéia de que haja um sistema de classes nos EUA). Enquanto que no Brasil as pessoas se arrumam para ir à igreja, ao teatro ou a um casamento, as diferenças se limitando à qualidade das roupas e saúde dos cabelos, nos EUA as pessoas que freqüentam tais lugares estão vestidas como estudantes, professores, advogados, secretários ou vendedores. No outro extremo tem aqueles que se fantasiam especificamente para o evento — se é um show de tango, uma boa parte da platéia feminina estará com saias de babados e enormes flores no cabelo; se o batuque é africano a audiência virá com túnicas e adereços pretensamente tribais; num evento de gala na Flórida muitos paletós ou gravatas terão coqueiros estampados.

É um paradoxo que um povo geralmente tão tímido, que evita fazer contato visual e que se ofende ao se descobrir observado, se vista de forma tão expressiva e freqüentemente chamativa. Talvez seja o mito de esta ser uma sociedade igualitária que alimente o desejo por notoriedade. Afinal de contas, é para olhar ou não?

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WSJ: Downloading Vintage Songs

julho 18, 2006 at 4:26 pm (abstraindo, passeando)

Cat and Gramophone, por Colin RuffellJá falei aqui sobre o Sabadabada, dedicado à música pop brasileira dos anos 60 e 70. Hoje fiquei sabendo através do Wall Street Journal de mais uns endereços para baixar músicas antiguinhas:

O fofinho aí em cima é Cat and Gramophone, por Colin Ruffell.

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Candybar Doll Maker 3

julho 17, 2006 at 5:26 pm (passeando)

Elouai's Doll Maker 3A elegantérrima madame aí embaixo que me desculpe. É um despropósito colocar um post perto do outro.

Mas até hoje não me cansei de brincar de bonecas. Candybar Doll Maker 3 permite escolher penteados, roupas, olhos, sobrancelhas, cor do baton…

Armageddoll E pelo menos aqui em casa, menino também curte brincar de boneca. À direita vai a Armageddoll, versão alternativa criada pelo meu marido. Eu não me pareço em nada com a Sinéad O’Connor, assim fico tranqüila que não fui eu a inspirá-lo. Pelo menos nós temos o mesmo gosto para sapatos. Ou, mais provavelmente, ele nem notou os sapatos que escolhi tão cuidadosamente…

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Update: Agora estou lembrando de um episódio contado pela minha sogra. Meu marido cortou os cabelos das bonecas de sua irmãzinha, e minha sogra teve que sair atrás de perucas para as bonecas da filha. Velhos hábitos, ah ah ah.

Minha cunhada até que teve sorte, pois boneca careca ainda é boneca. Contam os alfarrábios da família que meu pai cometeu inúmeras atrocidades contra as bonecas da minha tia, e muitas vezes nem sobrava boneca para contar a estória. Tudo em nome da arte.

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Curta-metragens de animação pela NFB

julho 15, 2006 at 1:19 pm (abstraindo, passeando, sorrindo)

The Cat Came BackThe National Film Board of Canada tem a reputação de produzir e distribuir documentários e curta-metragens de animação de excelente qualidade.

A NFB colocou 50 curtas de animação para assistir on line, um filminho mais interessante que o outro, alguns muito engraçados (Via BoingBoing).

Entre os que vi e mais gostei estão A Chairy Tale (musicado por Ravi Shankar e Chatur Lal), The Big Snit, Bully Dance, Elbow Room, Neighbours e The Sand Castle.

Acima está um snapshot de The Cat Came Back (Cordell Barker, 1988), baseado numa canção folclórica de mesmo nome.

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Funnel Design Group

junho 16, 2006 at 7:27 pm (passeando)

Funnel Design GroupGenial o portfolio virtual desta empresa de design gráfico em Oklahoma. Tem música.

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2K6

junho 12, 2006 at 11:01 pm (passeando, torcendo)

csr2k6@yahoo.com.brPersonalize 2K6 tem uma coleção de latas personalizadas especiais para a Copa. As latas trazem dentro várias necessidades do torcedor: entre outras coisas, bandeira do Brasil, chaveiro, apito e pulseira.

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Bathsheba Grossman

junho 5, 2006 at 6:51 pm (abstraindo, passeando)

Bathsheba GrossmanQuando eu vi o trabalho de Richard Sweeney eu lembrei de umas lindas esculturas de metal com formas geométricas que já tinha visto antes, mas não consegui lembrar o nome da autora. Este final de semana Sweeney postou uma entrada sobre esta artista — Bathsheba Grossman — em seu blog, e outra sobre a inspiração que ela está lhe trazendo.

Espero que Grossman também encontre as esculturas de Sweeney… Eles partem de extremos opostos, Grossman trabalha com fórmulas matemáticas antes de moldar o material, enquanto que Sweeney experimenta com a flexibilidade do papel e suas qualidades estruturais, mas ambos chegam nestas formas orgânicas que dão vontade de por a mão e seguir com os dedos.

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Richard Sweeney

junho 2, 2006 at 11:52 pm (abstraindo, passeando)

Paper Sculpture Created by Richard SweeneyBelíssimas as esculturas em papel de Richard Sweeney. Seu trabalho pode ser visto em seu sítio, no Flickr, e no seu blog onde ele também comenta o trabalho de outros artistas.

Richard Sweeney fala de sua inspiração:

I'm highly influenced by natural form; structures in nature are very efficient, the maximum is achieved using the least material and energy possible. Growth patterns produce forms that appear very complex, yet have a basic underlying principle.

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“A different race of people”

abril 29, 2006 at 8:09 pm (matutando, passeando)

Quarta-feira completou 20 anos da explosão do reator n.4 da usina nuclear em Chernobyl. Em 2005 um comitê das Nações Unidas publicou um relatório cuja conclusão diz que os efeitos provaram-se não tão horrorosos quanto o que se supusera na época do acidente, que apenas 4.000 pessoas eventualmente morrerão das doenças causadas pela exposição à radiação.

Este relatório parece uma piada de mau gosto se comparado ao ensaio fotográfico à que acabo de assistir: Chernobyl Legacy, fotografado e narrado por Paul Fusco. O que vi é, literalmente, horripilante. Tudo o que eu já tinha visto em revistas ou televisão agora parece uma versão excessivamente pasteurizada da catástrofe. Chernobyl Legacy mostra o pesadelo em que vivem algumas das crianças que nasceram na Bielorússia anos depois do acidente, é emocionalmente avassalador, mas certamente algo que deve ser visto. É triste pensar no que ainda está por vir.

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Google SketchUp Free

abril 27, 2006 at 11:35 pm (passeando)

O SketchUp é um software para modelagem tridimensional bastante fácil de usar. Muitos arquitetos o preferem ao Autodesk 3D Viz (3D Studio).

A Google o comprou em março, e agora está disponibilizando uma versão gratuita do programa. Obviamente que esta não tem todas as funcionalidades do SketchUp Pro 5, mas ainda dá para se divertir bastante — especialmente porque o SketchUp foi integrado ao Google Earth .

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Welcome to Nevashut

abril 26, 2006 at 6:23 pm (passeando)

Welcome to Nevashut Em Nevashut é preciso fazer Sanjeev feliz. Algumas sugestões são comida, praia, fogo, exercícios, meias, sandálias, cerveja, leite, fotografia, música, mágica, elogios aos seus bigodes, cabelos, olhos, dentes e camisa, pedir-lhe para trazer uma toalha ou usar o banheiro, cricket, dinheiro, casamento, meditação, massagem, paciência, sugerir que dance, gire, pule e cante. Ele faz ainda mais coisas…

Naturalmente que lhe dar veneno, fazê-lo chorar, pedir-lhe que limpe a loja, reclamar das moscas, puxar uma briga ou insultá-lo é muito mais engraçado do que ganhar latinhas de Pringles.

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Sam (1990-2005)

abril 24, 2006 at 12:02 am (passeando, sorrindo)

SamNão se trata de Photoshop, Sam foi o portador natural do título de cão mais feio do mundo de 2003 à 2005. Um exemplar particularmente doloroso da raça Chinese Crested, Sam faleceu em novembro do ano passado, aos 15 anos de idade. (Via AntonioGenna)

Depois de admirar várias fotos de Sam (tem outras *muito* mais assustadoras que essa ao lado), fui verificar a World's Ugliest Dog Contest. Estava quase escolhendo Munchkin, mas ao rolar a página dei de cara com Pee Wee, que então recebeu meu voto inconteste. A surpresa foi ler seu perfil e descobrir ser ele filho do falecido Sam – Pee Wee é um filhote de cruz-credo na mais autêntica acepção do termo.

Mas o que realmente me impressiona é que uma tetéia Japanese Chin tenha querido travar relações com Sam.

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Lejo

abril 23, 2006 at 12:42 pm (passeando, sorrindo)

Dee Jay, por LejoGenial este filminho mostrando um deedos-jay em ação.

Voltando à pagina principal do artista Lejo, pode-se escolher outros "filmpjes", incluindo um dueto de acordeons.

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Cabeça de pau

abril 23, 2006 at 11:09 am (misturando, passeando, sorrindo)

Human Head Knife Block, por Irene van GestelTechEblog traz a lista Top 20 Strangest Gadgets and Accessories. Ao lado vai o bloco culinário/terapêutico da designer holandesa Irene van Gestel.

Semelhante inspiração tiveram os criadores do Vice Versa Voodoo Knife Block Set e do Ouch! Voodoo Doll Tothpick Holder.

Gizmodo e Cool Tools apresentam outras (in)utilidades para a cozinha.

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Ambigramas

abril 21, 2006 at 12:41 am (abstraindo, matutando, passeando)

LifeDeath2.gifAcabo de aterrisar no sítio de John Langdon, um designer de ambigramas — desenhos caligráficos que mostram diferentes leituras, ou a mesma leitura em duas ou mais orientações.

O que me lembrou de duas páginas da Omni Magazine, pelos idos de 1981 ou 1982, com vários exemplos de ambigramas. Este aí ao lado, o autor que me desculpe pois não consegui achar seu nome, eu tinha copiado e grudado na minha pasta do colégio (do outro lado da pasta eu pus uma cópia da Madonna de Basil Wolverton).

A Omni era uma revista de tecnologia, ciência e ficção científica, uma espécie de Wired Magazine dos anos 80, ainda que mais inteligente e sofisticada (leia-se "antes do visual hiperativo tomar conta dos desenhos animados e publicações moderninhas"). Infelizmente a revista fechou em meados dos anos 90. Alguns de seus últimos suspiros estão disponíveis em Find Articles.

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João e Maria

abril 15, 2006 at 10:19 am (passeando)

Food is ArtEm tempo para a Páscoa, Food is Art. Com £2.500 pode-se encomendar uma sala inteira feita de chocolate.

As paredes, obras de arte, candelabros, lareira, tudo chocolate. O papel de parede é feito de açúcar. (Via BoingBoing)

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The Proceedings of the Athanasius Kircher Society

abril 8, 2006 at 2:05 pm (abstraindo, matutando, passeando)

Hoje passei algumas horas explorando The Proceedings of the Athanasius Kircher Society, o blog de uma entidade criada em honra ao jesuíta, intelectual, cientista e visionário germânico. Pioneiro de muitas teorias, Athanasius Kircher é comparado à Leonardo da Vinci e Robert Hooke pela amplitude e profundidade de sua obra, e sua inventividade.

Our interests extend to the wondrous, the singular, the esoteric, the obsessive, the arcane, and the sometimes hazy frontier between the plausible and the implausible — anything that Father Kircher might find cool if he were alive today. Records of our proceedings are maintained for the public’s edification.

E edificada eu fui. Em The Gottorp Globe, aprendi sobre este predecessor do planetário moderno:

Gottorp GlobeDating back to 1650, it is a reminder that science has always had a fun side. The 3-metre-diameter globe is hollow, and has mythological pictures of the constellations on the inside [and a map of the world on the outside]. Turned by water power, it demonstrates the “movement” of the heavens to those seated inside in candlelight. Czar Peter the Great of Russia coveted this marvellous toy and received it in 1713 as a present from the Duke of Holstein-Gottorp, whose forbears had built it in a palace garden to amuse and amaze visitors.

Em março passado houve uma semana dedicada à arquitetura visionária. Um dos artigos fala de Jean-Jacques Lequeu:

Jean-Jacques LequeuJean-Janques Lequeu, the turn-of-the-nineteenth-century French architect of fanciful yet preposterously implausible (and unrealized) buildings, is a hero of the Athanasius Kircher Society.

“The inventions of Lequeu … belong to another world, a world pervaded by dreams and eccentricities. Lequeu’s universe is crowded with details and marginalia, but it is nonetheless empty: alcoves are deserted; temples have no devotees; roads no traffic. The question becomes inevitable: Was Lequeu ever addressing anyone but himself?”

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Projeto Releituras

abril 5, 2006 at 7:44 pm (abstraindo, matutando, passeando)

Hoje descobri o Projeto Releituras, um sítio dedicado à divulgação de escritores e textos na língua portuguesa. Além de pequenas biografias e outras coisas interessantes, existe uma coleção de textos bem conhecidos de escritores reputados, apresentados pelo Releitura com ilustrações. Matei saudades dos "estados de graça" da Última crônica de Fernando Sabino, e d'Os bonecos de barro de Clarice Lispector.

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