NY Times: Smellbound

novembro 19, 2006 at 6:33 pm (matutando)

Na Magazine do New York Times de hoje veio um artigo de Chandler Burr detalhando como o perfumista Christophe Laudamiel criou as fragrâncias para Le Parfum Coffret de Thierry Mugler, uma coleção de odores sendo lançada juntamente à adaptação para cinema do romance Das Parfum de Patrick Süskind.

Le Parfum Coffret, de Thierry Mugler US$700 por 120ml de composições olfatórias. Cada fragrância representa uma cena do livro, e nem todas são agradáveis. O que esperar de Paris 1738 ou Human Existence? (Uma descrição de cada um dos perfumes se encontra no Bois de Jasmin.)

A garrafinha maior é Aura, a única fragrância da coleção que poderá ser comprada individualmente. A proposta de Aura é realçar e intensificar outros perfumes, quaisquer sejam suas famílias… “Comme une seconde peau atmosphérique, un sublimateur personnel.”

Um trecho de Smellbound, por Chandler Burr:

What if you could create a perfume that would enhance your own unique smell, a perfume that would smell different on you than on anyone else? In other words, your scent identity.

Laudamiel was at once excited and dubious. Technically it was daunting. And they didn’t have much time; Constantin was shooting the movie quickly; they were hurrying to make the premier. He flew back to his lab in New York and started working on this perfume, which they eventually decided to call Aura. It would have to interact with skin. No head, no heart, no base. Perfectly dosed so that before you put it on, it essentially smelled like nothing.

Chandler Burr escreve regularmente sobre perfumes no NY Times. Em Color Coded, ele explica como e porque perfumes são particularmente atraentes para certos grupos étnicos e geográficos (Ck One de Calvin Klein é um sucesso nos EUA mas não na Europa; Shalimar de Guerlain agrada os franceses; Flower de Kenzo é extremamente popular no Brasil e na China). Em Sniffing Danger, Burr fala da mesmice dos perfumes masculinos e sugere três que fogem do cliché. Em Synthetic No. 5, ele decodifica os ingredientes de alguns perfumes famosos.

Burr também esteve na New Yorker de 14 de março, então detalhando o processo criativo do perfumista Jean-Claude Ellena (leia-se First, para Van Cleef & Arpels) ao criar uma nova fragrância para a Hermès. O artigo é fascinante: The Scent of the Nile.

Para quem curte perfumes outro artigo interessante é Perfume and Politics por Hippolyta, desta vez falando do perfumista François Coty, publicado também pela New Yorker numa edição de 1930.

Racial female taste furnishes quaint statistics; for instance, American women like middling-passionate fantasy odors and no posy smells, whereas the chillier, land-loving British dames require only the chastest invented odors and pure garden bouquets. Blunt amber and heliotrope, most passionate of beast and blossom odors, intoxicate all the Spanish-speaking señoritas. Amber and rose in their rarest forms, considered by perfumers to be the peak of their art, please the French.

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Hamburger de trás prá frente

novembro 14, 2006 at 7:13 pm (matutando, misturando, sorrindo, verdejando)

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Congenital Amusia

novembro 14, 2006 at 12:42 am (abstraindo, passeando)

Teste seu ouvido musical em 6 minutos…

O teste foi desenvolvido por Jake Mandell, um estudante de medicina interessado em estudar percepção musical neurologicamente. Das suas composições eu confesso que não gostei, mas as imagens acompanhando os clips musicais são bem interessantes.

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Borat Sagdiyev

novembro 13, 2006 at 11:51 pm (matutando, sorrindo)

BoratBorat vem desfilar suas graças de maillot. Para quem não conhece, Borat Sagdiyev é uma das personagens do comediante inglês Sacha Baron Cohen (Da Ali G Show). Borat viaja pelos EUA como jornalista e embaixador cultural do Cazaquistão, em algumas instâncias abusando da proverbial inocência do povo americano ou testando até onde vai sua compostura, em outras os convindando para que se enforquem com a própria língua. Nesta versão transatlântica de Pride & Prejudice, quem decide para que lado o mingau vai entornar é a própria vítima.

Há pouco estreou nos cinemas Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan. No meu entender, trata-se de um documentário. É um pacote de piadas grotescas mas bem colocadas, e a estréia nas telas de uma galinha que merece o oscar de atriz coadjuvante.

E como esta crítica por Anthony Lane na New Yorker lembra, o comediante Borat tem um propósito em todo o seu mau gosto e comentários politicamente incorretos:

When Borat laughs at the notion that you can be against cruelty to animals, you can hear, at his back, the snicker of Baron Cohen as he takes his cleaver to another sacred cow. His task is not so much to insult his fellow Jews, or the African-American community, as to register amazement at a culture that turns race relations into an article of faith—that seems to believe, against the run of history, in legislating our lower, more brutish instincts out of existence.

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