New Yorker: Jesus Laughed

abril 12, 2006 at 8:28 pm (abstraindo, matutando)

La Pendaison de Judas (Gislebertus, 1120-30) na Cathédrale Saint-Lazare d'AutunQuinta-feira passada a National Geographic Society anunciou a publicação do evangelho de Judas Iscariotes. Acredita-se que este evangelho, que fora classificado como herético no século II pelo Bispo de Lyon, originalmente tenha sido escrito em grego. Nos idos de 1970 um manuscrito em copta foi achado no Egito, e depois de passar por muitas mãos, descansar por 16 anos num cofre nos EUA, e ser resgatado por um antiquário suíço que o disponibilizou para pesquisas, somente agora a tradução para o Inglês foi concluída por um grupo internacional de cientistas e pesquisadores. Em Lost Gospel há fotos do manuscrito, trechos da tradução e outras coisinhas.

A New Yorker de 17 de abril traz um comentário interessante sobre o evangelho e as implicações deste: Jesus Laughed por Adam Gopnik.

Known to exist since the second century, this “Gospel of Judas” is, in one way, simply another of the Gnostic Gospels, like those found at Nag Hammadi, in Egypt, sixty years ago: unorthodox Christian documents, written by, or at least circulated within, communities of eccentric faith that flourished in the first and second centuries. These Gospels play with a series of variations on Christian belief: the irredeemable corruption of the world we live in, the hidden truth that the Old Testament God who created it was an ignorant or malevolent demiurge, and Jesus’ essence as a being of pure spirit, an emissary from another and higher realm. What makes this second-century Gnostic Gospel different is, perhaps, the extreme aggression of its heresy; it represents “Christianity turned on its head,” in the words of one commentator, the religious historian Bart D. Ehrman, by making the villain in the story the hero.

O que me lembra de Jorge Luis Borges e suas Tres versiones de Judas. Borges defendeu a hipótese de que Judas era dentre os apóstolos aquele que verdadeiramente acreditava no poder de Jesus Cristo, aquele que tornaria possível a paixão de Cristo e que portanto seria o verdadeiro salvador da humanidade.

Precedido por algún alemán, De Quincey especuló que Judas entregó a Jesucristo para forzarlo a declarar su divinidad y a encender una vasta rebelión contra el yugo de Roma; Runeberg sugiere una vindicación de índole metafísica. Hábilmente, empieza por destacar la superfluidad del acto de Judas. Observa (como Robertson) que para identificar a un maestro que diariamente predicaba en la sinagoga y que obraba milagros ante concursos de miles de hombres, no se requiere la traición de un apostol. Ello, sin embargo, ocurrió. Suponer un error en la Escritura es intolerable; no menos tolerable es admitir un hecho casual en el más precioso acontecimiento de la historia del mundo. Ergo, la trición de Judas no fue casual; fue un hecho prefijado que tiene su lugar misterioso en la economía de la redención.

Voltando ao Evangelho de Judas Iscariotes e o comentário de Adam Gopnik…

Orthodox Christians will point out, correctly, that there is no new “challenge” to the Church in the Judas Gospel, much less a crisis of faith. This is an ancient heresy, dealt with firmly, not to say brutally, throughout Church history. The finding of the new Gospel, though obviously remarkable as a bit of textual history, no more challenges the basis of the Church’s faith than the discovery of a document from the nineteenth century written in Ohio and defending King George would be a challenge to the basis of American democracy. There are no new beliefs, no new arguments, and certainly no new evidence in the papyrus that would cause anyone to doubt who did not doubt before.

Yet the Judas Gospel is an eye-opener anyway. First, because it is useful to be reminded, in a time of renewed fundamentalism, that religions actually have no fundament: that the inerrant texts and unchallenged holies of any faith are the work of men and time.

O artigo inteiro está disponível no sítio da New Yorker.

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