“A different race of people”

abril 29, 2006 at 8:09 pm (matutando, passeando)

Quarta-feira completou 20 anos da explosão do reator n.4 da usina nuclear em Chernobyl. Em 2005 um comitê das Nações Unidas publicou um relatório cuja conclusão diz que os efeitos provaram-se não tão horrorosos quanto o que se supusera na época do acidente, que apenas 4.000 pessoas eventualmente morrerão das doenças causadas pela exposição à radiação.

Este relatório parece uma piada de mau gosto se comparado ao ensaio fotográfico à que acabo de assistir: Chernobyl Legacy, fotografado e narrado por Paul Fusco. O que vi é, literalmente, horripilante. Tudo o que eu já tinha visto em revistas ou televisão agora parece uma versão excessivamente pasteurizada da catástrofe. Chernobyl Legacy mostra o pesadelo em que vivem algumas das crianças que nasceram na Bielorússia anos depois do acidente, é emocionalmente avassalador, mas certamente algo que deve ser visto. É triste pensar no que ainda está por vir.

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Google SketchUp Free

abril 27, 2006 at 11:35 pm (passeando)

O SketchUp é um software para modelagem tridimensional bastante fácil de usar. Muitos arquitetos o preferem ao Autodesk 3D Viz (3D Studio).

A Google o comprou em março, e agora está disponibilizando uma versão gratuita do programa. Obviamente que esta não tem todas as funcionalidades do SketchUp Pro 5, mas ainda dá para se divertir bastante — especialmente porque o SketchUp foi integrado ao Google Earth .

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Jane Jacobs (04/05/1916 – 25/04/2006)

abril 27, 2006 at 12:38 am (matutando)

Jane Jacobs Jane Jacobs, autora de The Death and Life of Great American Cities (1961), morreu nesta terça-feira aos 89 anos de idade, em Toronto.

Douglas Martin do New York Times escreveu um extenso obituário falando de sua vida,  idéias e ativismo político:

At a time when both common and inspired wisdom called for bulldozing slums and opening up city space, Ms. Jacobs's prescription was ever more diversity, density and dynamism — in effect, to crowd people and activities together in a joyous urban jumble.

Her critique of the nation's cities is often grouped with the work of writers who in the 1960's shook the foundations of American society: Paul Goodman's attack on schooling; Michael Harrington's stark portrait of poverty; Ralph Nader's barrage against the auto industry; and Malcolm X's grim tour of America's racial divide, among others. And it continues to influence a third generation of students.

Project for Public Spaces apresenta uma boa síntese de sua contribuição. Para entender melhor algumas de suas idéias: It's the cities, stupid – Jane Jacobs on cities.

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Welcome to Nevashut

abril 26, 2006 at 6:23 pm (passeando)

Welcome to Nevashut Em Nevashut é preciso fazer Sanjeev feliz. Algumas sugestões são comida, praia, fogo, exercícios, meias, sandálias, cerveja, leite, fotografia, música, mágica, elogios aos seus bigodes, cabelos, olhos, dentes e camisa, pedir-lhe para trazer uma toalha ou usar o banheiro, cricket, dinheiro, casamento, meditação, massagem, paciência, sugerir que dance, gire, pule e cante. Ele faz ainda mais coisas…

Naturalmente que lhe dar veneno, fazê-lo chorar, pedir-lhe que limpe a loja, reclamar das moscas, puxar uma briga ou insultá-lo é muito mais engraçado do que ganhar latinhas de Pringles.

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Embelezando a área

abril 24, 2006 at 6:04 pm (nadando)

Magnolia grandifloraNem eu estou agüentando olhar para esta coisa aí embaixo.

Este final de semana abriram as primeiras flores da magnólia-branca que temos em frente de casa. As flores são enormes, maiores que um palmo. A janela da sala de refeições dá direto para a copa da árvore, é um lindo quadro para o café-da-manhã.

O jasmim-brilhante que estou treinando no guarda-corpo do balcão também está cheio de botõezinhos.

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Sam (1990-2005)

abril 24, 2006 at 12:02 am (passeando, sorrindo)

SamNão se trata de Photoshop, Sam foi o portador natural do título de cão mais feio do mundo de 2003 à 2005. Um exemplar particularmente doloroso da raça Chinese Crested, Sam faleceu em novembro do ano passado, aos 15 anos de idade. (Via AntonioGenna)

Depois de admirar várias fotos de Sam (tem outras *muito* mais assustadoras que essa ao lado), fui verificar a World's Ugliest Dog Contest. Estava quase escolhendo Munchkin, mas ao rolar a página dei de cara com Pee Wee, que então recebeu meu voto inconteste. A surpresa foi ler seu perfil e descobrir ser ele filho do falecido Sam – Pee Wee é um filhote de cruz-credo na mais autêntica acepção do termo.

Mas o que realmente me impressiona é que uma tetéia Japanese Chin tenha querido travar relações com Sam.

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Lejo

abril 23, 2006 at 12:42 pm (passeando, sorrindo)

Dee Jay, por LejoGenial este filminho mostrando um deedos-jay em ação.

Voltando à pagina principal do artista Lejo, pode-se escolher outros "filmpjes", incluindo um dueto de acordeons.

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Cabeça de pau

abril 23, 2006 at 11:09 am (misturando, passeando, sorrindo)

Human Head Knife Block, por Irene van GestelTechEblog traz a lista Top 20 Strangest Gadgets and Accessories. Ao lado vai o bloco culinário/terapêutico da designer holandesa Irene van Gestel.

Semelhante inspiração tiveram os criadores do Vice Versa Voodoo Knife Block Set e do Ouch! Voodoo Doll Tothpick Holder.

Gizmodo e Cool Tools apresentam outras (in)utilidades para a cozinha.

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Ambigramas

abril 21, 2006 at 12:41 am (abstraindo, matutando, passeando)

LifeDeath2.gifAcabo de aterrisar no sítio de John Langdon, um designer de ambigramas — desenhos caligráficos que mostram diferentes leituras, ou a mesma leitura em duas ou mais orientações.

O que me lembrou de duas páginas da Omni Magazine, pelos idos de 1981 ou 1982, com vários exemplos de ambigramas. Este aí ao lado, o autor que me desculpe pois não consegui achar seu nome, eu tinha copiado e grudado na minha pasta do colégio (do outro lado da pasta eu pus uma cópia da Madonna de Basil Wolverton).

A Omni era uma revista de tecnologia, ciência e ficção científica, uma espécie de Wired Magazine dos anos 80, ainda que mais inteligente e sofisticada (leia-se "antes do visual hiperativo tomar conta dos desenhos animados e publicações moderninhas"). Infelizmente a revista fechou em meados dos anos 90. Alguns de seus últimos suspiros estão disponíveis em Find Articles.

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Pearl River Tower

abril 19, 2006 at 12:59 pm (abstraindo, matutando)

Pearl River TowerA firma de arquitetura Skidmore, Owings & Merrill ganhou a competição internacional pela comissão do projeto para a Guangdong Tobacco Company em Guangzhou (uma cidade de clima sub-tropical no sul da China).

O projeto propõe um edifício auto-suficiente em termos de energia. As superfícies curvas e reentrâncias na fachada têm a função de puxar vento, que irá alimentar turbinas e produzir eletricidade. O consumo de energia também é reduzido pelo projeto interno que maximiza o uso de luz natural; vidros que reduzem absorção de calor do sol; coletores solares para esquentar água (e produzir mais eletricidade); e retenção de água de chuva para o sistema de aquecimento, ventilação e ar-condicionado.

A Architectural Record traz um artigo descrevendo os detalhes destas e várias outras estratégias de reciclagem de energia do edifício, é muito bacana.

Não deixa de ser interessante, o prédio de uma companhia de cigarros ajudando a limpar o meio ambiente!

John Hancock Center Skidmore, Owings & Merrill (SOM) é a firma de arquitetura baseada em Chicago também responsável pelo John Hancock Center (1970), um edifício bastante inteligente em termos estruturais. As braçadeiras na diagonal reduzem quase que pela metade a necessidade de aço na estrutura, e assim os 100 andares de uso comercial e residencial têm grande liberdade para arranjar o espaço interno.

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Paisagismo suburbano

abril 17, 2006 at 4:41 pm (matutando, sorrindo)

Anderson Township Zoning Dispute

Mais uma fábula do país das regras… Os proprietários de uma casa num subúrbio de Cincinnati queriam construir uma cerca de 1.80m no seu jardim. A cidade recusou permissão, então em meados de 2005 os proprietários instalaram um "protesto artístico" em seu jardim. A cidade não pode fazer nada pois não há violação de zoneamento.

Eu estava achando a estória ótima, pois nos EUA é comum haver regras estipulando a cor que alguém pode pintar a própria casa, se pode ou não plantar árvores no quintal, se pode haver um carro com mais que 10 anos estacionado na frente, se pode receber crianças como hóspedes por uma noite, a freqüência que a grama deve ser aparada, etc.

Anderson Township Zoning DisputeAté que li no sítio dos proprietários o motivo deles quererem a cerca — a cidade tinha planos de construir uma calçada passando na frente de sua casa, e o potencial aumento no tráfego de pedestres e decorrente falta de privacidade seriam transtornos para os proprietários. A foto ao lado dá a idéia de quaaaanto incômodo seria causado por uma calçada de 1.80 de largura correndo junto à rua (a caminhonete branca deve ter mais ou menos esta dimensão de largura).

In addition to putting in sewers down the street, they told us they were going to put a 6 ft. wide sidewalk down the length of our side & back yard. That was news to us. Our house is in the 1950’s subdivision. The back yard boundary on our property starts the beginning of a 1980’s subdivision with bigger houses. They also have side walks back there that stop at our property line. Someone came up with the bright idea of connecting the existing sidewalk to the "Stop" sign in the front of our yard. So we looked at the "to do" list again and moved that fence to the top of the list. We already had no privacy but this would be ridiculous. We have a lot of foot traffic as well as vehicle traffic.

Ah, só Tocqueville explica.

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João e Maria

abril 15, 2006 at 10:19 am (passeando)

Food is ArtEm tempo para a Páscoa, Food is Art. Com £2.500 pode-se encomendar uma sala inteira feita de chocolate.

As paredes, obras de arte, candelabros, lareira, tudo chocolate. O papel de parede é feito de açúcar. (Via BoingBoing)

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New Yorker: Jesus Laughed

abril 12, 2006 at 8:28 pm (abstraindo, matutando)

La Pendaison de Judas (Gislebertus, 1120-30) na Cathédrale Saint-Lazare d'AutunQuinta-feira passada a National Geographic Society anunciou a publicação do evangelho de Judas Iscariotes. Acredita-se que este evangelho, que fora classificado como herético no século II pelo Bispo de Lyon, originalmente tenha sido escrito em grego. Nos idos de 1970 um manuscrito em copta foi achado no Egito, e depois de passar por muitas mãos, descansar por 16 anos num cofre nos EUA, e ser resgatado por um antiquário suíço que o disponibilizou para pesquisas, somente agora a tradução para o Inglês foi concluída por um grupo internacional de cientistas e pesquisadores. Em Lost Gospel há fotos do manuscrito, trechos da tradução e outras coisinhas.

A New Yorker de 17 de abril traz um comentário interessante sobre o evangelho e as implicações deste: Jesus Laughed por Adam Gopnik.

Known to exist since the second century, this “Gospel of Judas” is, in one way, simply another of the Gnostic Gospels, like those found at Nag Hammadi, in Egypt, sixty years ago: unorthodox Christian documents, written by, or at least circulated within, communities of eccentric faith that flourished in the first and second centuries. These Gospels play with a series of variations on Christian belief: the irredeemable corruption of the world we live in, the hidden truth that the Old Testament God who created it was an ignorant or malevolent demiurge, and Jesus’ essence as a being of pure spirit, an emissary from another and higher realm. What makes this second-century Gnostic Gospel different is, perhaps, the extreme aggression of its heresy; it represents “Christianity turned on its head,” in the words of one commentator, the religious historian Bart D. Ehrman, by making the villain in the story the hero.

O que me lembra de Jorge Luis Borges e suas Tres versiones de Judas. Borges defendeu a hipótese de que Judas era dentre os apóstolos aquele que verdadeiramente acreditava no poder de Jesus Cristo, aquele que tornaria possível a paixão de Cristo e que portanto seria o verdadeiro salvador da humanidade.

Precedido por algún alemán, De Quincey especuló que Judas entregó a Jesucristo para forzarlo a declarar su divinidad y a encender una vasta rebelión contra el yugo de Roma; Runeberg sugiere una vindicación de índole metafísica. Hábilmente, empieza por destacar la superfluidad del acto de Judas. Observa (como Robertson) que para identificar a un maestro que diariamente predicaba en la sinagoga y que obraba milagros ante concursos de miles de hombres, no se requiere la traición de un apostol. Ello, sin embargo, ocurrió. Suponer un error en la Escritura es intolerable; no menos tolerable es admitir un hecho casual en el más precioso acontecimiento de la historia del mundo. Ergo, la trición de Judas no fue casual; fue un hecho prefijado que tiene su lugar misterioso en la economía de la redención.

Voltando ao Evangelho de Judas Iscariotes e o comentário de Adam Gopnik…

Orthodox Christians will point out, correctly, that there is no new “challenge” to the Church in the Judas Gospel, much less a crisis of faith. This is an ancient heresy, dealt with firmly, not to say brutally, throughout Church history. The finding of the new Gospel, though obviously remarkable as a bit of textual history, no more challenges the basis of the Church’s faith than the discovery of a document from the nineteenth century written in Ohio and defending King George would be a challenge to the basis of American democracy. There are no new beliefs, no new arguments, and certainly no new evidence in the papyrus that would cause anyone to doubt who did not doubt before.

Yet the Judas Gospel is an eye-opener anyway. First, because it is useful to be reminded, in a time of renewed fundamentalism, that religions actually have no fundament: that the inerrant texts and unchallenged holies of any faith are the work of men and time.

O artigo inteiro está disponível no sítio da New Yorker.

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Stramblogando II

abril 9, 2006 at 10:53 am (matutando)

Minha blogante amiga Gisele continua tentando me convencer a escrever em Inglês, para que o stramblog seja acessível a mais gente. Ah, tentação. Não sei se nem no Brasil tem gente interessada nas minhas mirabolices, mas a possibilidade de ter o mundo me ouvindo é impressionante. Em 1995 eu me apaixonei pela internet, dei-me conta de sua imensidão quando uma generosa e desconhecida alma australiana me enviou a perfeita solução para um problema de GIS que eu vinha enfrentando. Ainda hoje permaneço maravilhada.

Mas o Português está me escorrendo pelos dedos, eu preciso recuperá-lo. Num dia penso que escrevi uma coisa errada e me corrijo, no outro percebo que errada estava a correção. Houve (com H) um tempo em que eu sabia Português pelos olhos e ouvidos, hoje não conto com a certeza de nada e me vejo correndo atrás de regras.

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The Proceedings of the Athanasius Kircher Society

abril 8, 2006 at 2:05 pm (abstraindo, matutando, passeando)

Hoje passei algumas horas explorando The Proceedings of the Athanasius Kircher Society, o blog de uma entidade criada em honra ao jesuíta, intelectual, cientista e visionário germânico. Pioneiro de muitas teorias, Athanasius Kircher é comparado à Leonardo da Vinci e Robert Hooke pela amplitude e profundidade de sua obra, e sua inventividade.

Our interests extend to the wondrous, the singular, the esoteric, the obsessive, the arcane, and the sometimes hazy frontier between the plausible and the implausible — anything that Father Kircher might find cool if he were alive today. Records of our proceedings are maintained for the public’s edification.

E edificada eu fui. Em The Gottorp Globe, aprendi sobre este predecessor do planetário moderno:

Gottorp GlobeDating back to 1650, it is a reminder that science has always had a fun side. The 3-metre-diameter globe is hollow, and has mythological pictures of the constellations on the inside [and a map of the world on the outside]. Turned by water power, it demonstrates the “movement” of the heavens to those seated inside in candlelight. Czar Peter the Great of Russia coveted this marvellous toy and received it in 1713 as a present from the Duke of Holstein-Gottorp, whose forbears had built it in a palace garden to amuse and amaze visitors.

Em março passado houve uma semana dedicada à arquitetura visionária. Um dos artigos fala de Jean-Jacques Lequeu:

Jean-Jacques LequeuJean-Janques Lequeu, the turn-of-the-nineteenth-century French architect of fanciful yet preposterously implausible (and unrealized) buildings, is a hero of the Athanasius Kircher Society.

“The inventions of Lequeu … belong to another world, a world pervaded by dreams and eccentricities. Lequeu’s universe is crowded with details and marginalia, but it is nonetheless empty: alcoves are deserted; temples have no devotees; roads no traffic. The question becomes inevitable: Was Lequeu ever addressing anyone but himself?”

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Projeto Releituras

abril 5, 2006 at 7:44 pm (abstraindo, matutando, passeando)

Hoje descobri o Projeto Releituras, um sítio dedicado à divulgação de escritores e textos na língua portuguesa. Além de pequenas biografias e outras coisas interessantes, existe uma coleção de textos bem conhecidos de escritores reputados, apresentados pelo Releitura com ilustrações. Matei saudades dos "estados de graça" da Última crônica de Fernando Sabino, e d'Os bonecos de barro de Clarice Lispector.

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Stramblogando

abril 5, 2006 at 12:42 pm (abstraindo, matutando, sorrindo)

Olavo Bilac Minha amiga Gisele, que publica um blog com seus trabalhos manuais muito fofos, sugere que strambinha stramblogue em Inglês, para que mais pessoas tenham acesso. A idéia de uma audiência internacional é atraente :-), mas eu tenho dois fortes motivos para continuar com o desconhecido e obscuro Português. Primeiramente, a chance de praticar a inculta e bela última flor do Lácio (ao lado vai a foto de Olavo Bilac), pois venho me sentindo bastante enferrujada. O motivo menos nobre é que tenho medo das coisas que eu escreveria em Inglês.

Eye halve a spelling checker
It came with my pea sea
It plainly marques for my revue
Miss steaks eye kin knot sea.

Eye strike a key and type a word
And weight four it to say
Weather eye am wrong oar write
It shows me strait a weigh.

As soon as a mist ache is maid
It nose bee fore two long
And eye can put the error rite
It's rare lea ever wrong.

Eye have run this poem threw it
Eye am shore your pleased two no
It's letter perfect awl the weigh
My checker tolled me sew.

Margo Roark

Na verdade escrever em Inglês é fácil, o grande problema é falar e, pior, entender aquilo que os nativos dizem. Ainda fico boiando em algumas conversações, sem entender palavras que eu sei soletrar mas que não reconheço pelos ouvidos.

When the English tongue we speak.
Why is break not rhymed with freak?
Will you tell me why it's true
We say sew but likewise few?
And the maker of the verse,
Cannot rhyme his horse with worse?
Beard is not the same as heard
Cord is different from word.
Cow is cow but low is low
Shoe is never rhymed with foe.
Think of hose, dose, and lose
    And think of goose and yet with choose
Think of comb, tomb and bomb,
Doll and roll or home and some.
Since pay is rhymed with say
Why not paid with said I pray?
Think of blood, food and good.
Mould is not pronounced like could.
Wherefore done, but gone and lone –
Is there any reason known?
To sum up all, it seems to me
Sound and letters don't agree.
     

Lord Cromer, 1902

Estas pérolas poéticas, ao lado de muitas outras, eu encontrei em Poems showing the absurdities of English spelling.

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abril 5, 2006 at 1:02 am (nadando)

Uma hora, dois minutos e três segundos do mês de abril, no seu quinto dia, ano de 2006. Em inglês faria mais sentido.

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Mosca míope

abril 3, 2006 at 12:59 pm (passeando)

Housefly Gets Glasses Made With LasersNinguém diz se esta mosca realmente precisa de óculos, e o modelo certamente não é adequado à caratonha da vítima. O impressionante é que alguém os fabricou: Housefly Gets Glasses Made With Lasers

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El Tiburón

abril 1, 2006 at 3:05 pm (abstraindo, matutando)

El Tiburón, Senosiain (1992)El Tiburón é a casa do arquiteto Javier Senosiain Aguilar, construída em 1990 num subúrbio da Ciudad del Mexico. A revista Interior Design trouxe em junho de 2003 um artigo descrevendo esta casa (com muitas fotos), e o sítio do arquiteto mostra vários outros projetos interessantes, como a Ballena Mexicana e a Casa Flor.

Senosiain pratica aquilo que se chama de Bio-Arquitetura, uma sub-corrente de arquitetura orgânica na qual se procura transcrever as formas e leis da natureza para as construções do homem. Alguns precursores ou praticantes cujas idéias aprecio muito são Antoni Gaudí i Cornet, Frank Lloyd Wright, D'Arcy Thompson (Bio-Matemática, On Growth and Form), Paolo Soleri (Arcology) e Christopher Alexander (A Pattern Language).

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