WSJ: Caveman Crooners May Have Helped Early Humans Survive

março 31, 2006 at 11:36 pm (matutando)

The Singing NeanderthalsHoje o Wall Street Journal trouxe um artigo fascinante sobre música de 50.000 anos atrás: Caveman Crooners May Have Helped Early Humans Survive, por Sharon Begley. Enquanto alguns cientistas subscrevem à teoria de que a função básica da música era atrair parceiros para reprodução, conforme propôs Darwin, estudos recentes em neurociência e antropologia sugerem para outros a teoria de que música era vital para a sobrevivência humana e formação de grupos, particularmente antes do desenvolvimento da linguagem. O arqueólogo Steven Mithen, autor de The Singing Neanderthals, defende a idéia de que música era fundamental para formar a identidade de grupo, e que a linguagem pode ter sido construída a partir da estrutura neurológica criada pela música.

He starts with evidence that music is not merely a side effect of intelligence and language, as some argue. Instead, recent discoveries suggest that music lays sole claim to specific neural real estate. Consider musical savants. Although learning-disabled or retarded, they have astounding musical abilities. One savant could hardly speak or understand words, yet he played flawlessly a simple piano melody from memory despite hearing it only once. (…) "Music," says Prof. Mithen, "can exist within the brain in the absence of language," a sign that the two evolved independently. And since language impairment does not wipe out musical ability, the latter "must have a longer evolutionary history."

(…) The fact that listeners hear the same emotion in a given musical score is something a Neanderthal crooner might have exploited. Music can manipulate people's emotional states (think of liturgical music, martial music or workplace music). Happy people are more cooperative and creative. By fostering cooperation and creativity among bands of early, prelanguage human ancestors, music would have given them a survival edge. "If you can manipulate other people's emotions," says Prof. Mithen, "you have an advantage."

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The Meatrix II: Revolting

março 31, 2006 at 1:21 pm (matutando, misturando, passeando, sorrindo, verdejando)

RevoltingFinalmente ficamos sabendo o que aconteceu com Leo, o porco que fora salvo da Meatrix pelo bovino Moopheus em The Meatrix, o original. Ontem foi lançado The Meatrix II: Revolting – o revoltante se refere ao uso de antibióticos e hormônios sintéticos, poluição, mutilações e outras práticas cruéis usadas nas indústria de carnes e derivados de animais.

Embora eu seja vegetariana, não me incomodo que outras pessoas comam carne. É uma opção nada saudável e bastante mal-cheirosa, além de pouco eficiente, mas a cultura é muito enraizada, e certamente que o consumo de animais teve seu papel na evolução da espécie humana. Enquanto os animais tenham uma vida e haja máximo aproveitamento de seu abate, eu aceito a prática.

O que me incomoda profundamente é a forma como galinhas, vacas, porcos e até peixes são roubados de uma existência natural nas indústrias modernas. Do nascimento ao abate os animais são confinados em espaços minúsculos e imundos, são forçados a uma dieta inadequada ao seu sistema digestivo, o que lhes causa maior sofrimento físico, e as técnicas de abate são particulamente cruéis. É triste ver que as pessoas que se dizem indignadas com o extermínio de humanos em tantos episódios do século XX não se revoltam com o suplício físico e emocional destes animais. Qual a diferença entre o massacre de animais e o de humanos?

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Store Wars1Outra grande produção do Free Range Studios é Store Wars, em que Cuke Skywalker faz de tudo para resgatar Princess Lettuce das forças do mal, com a ajuda de Obi Wan Cannoli, Ham Solo, Tofu D2 e Chewbroccoli. Princess Lettuce não aparece na imagem ao lado, mas ela é, literalmente, uma cabeça de alface com duas rosquinhas espetadas.

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The Atlantic: The Drug Pushers

março 30, 2006 at 7:03 pm (matutando)

A Atlantic Monthly de abril traz o artigo The Drug Pushers, por Carl Elliot. O autor expõe as táticas usadas pelos representantes farmacêuticos para influenciar médicos, a troca de presentes por receitas, os médicos que são pagos para "educarem" outros médicos, e como estas relações comerciais afetam o cuidado do pacientes.

I have heard reps talk about scoring sports tickets for their favorite doctors, buying televisions for waiting rooms, and arranging junkets to tropical resorts. (…) A former rep told me about a colleague who somehow managed to persuade a pharmacist to let him secretly write the prescribing protocol for antibiotic use at a local hospital. (…) Carbona arranged a $35,000 “unrestricted educational grant” for a doctor who wanted a swimming pool in his back yard. (…) When Oldani found a pharmacist who liked to play the market, he gave him stock options. When he wanted to see a resistant oncologist, he talked to the doctor’s nurse and then gave the oncologist a $100 bottle of his favorite cognac. Reidy put the point nicely when he told me, “You are absolutely buying love.”

As farmacêuticas também criaram mecanismos para que os médicos façam aquilo que os representantes são proibidos de fazer:

The case of Neurontin is especially instructive. In 1996 a whistle-blower named David Franklin, a medical-science liaison with Parke-Davis (now a division of Pfizer), filed suit against the company over its off-label promotion of this drug. Neurontin was approved for the treatment of epilepsy, but according to the lawsuit, Parke-Davis was promoting it for other conditions—including bipolar disorder, migraines, and restless legs syndrome—for which there was little or no scientific evidence that it worked. To do so the company employed a variety of schemes, most involving a combination of rep ingenuity and payments to doctors. Some doctors signed ghostwritten journal articles. One received more than $300,000 to speak about Neurontin at conferences. Others were paid just to listen. Simply having some of your thought leaders in attendance at a meeting is valuable, Kathleen Slattery-Moschkau explains, because they will often bring up off-label uses of a drug without having to be prompted. “You can’t get a better selling situation than that,” she says. In such circumstances all she had to do was pour the wine and make sure everyone was happy.

Naturalmente, nem todo médico é nojento, e o artigo descreve como outros médicos resistem às constantes tentativas de suborno. Mas a transição de paciente para consumidor de serviços de saúde, e de médico para provedor de serviço, é pervasiva.

Many doctors seem resigned to this shift. They see themselves as a beleaguered group whose lives are made miserable by third-party payers, personal-injury attorneys, and hospital bureaucrats. Whatever idealism they may have had about the practice of medicine is being pushed aside by the concrete realities of hustling in the new medical marketplace. Many academic physicians seem cowed by the power of the drug companies, upon whom some depend for research funding. For some, it’s not so much a question of whether medicine has become a business as what kind of business it has become. When I talked recently to a gastroenterologist at an Ivy League medical school about his work as a thought leader for a variety of drug companies, he shrugged and said, “Better a whore than a concubine.”

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Panquecas de Nozes e Linhaça

março 26, 2006 at 8:45 pm (misturando)

Panquecas1 xícara de farinha
4 colheres de sementes de linhaça moídas
6 colheres de nozes moídas
1½ colheres de chá de fermento em pó
½ colher de chá de bicarbonato de sódio
½ colher de chá de sal
1¼ xícaras de buttermilk
¼ xícara de xarope de bordo (mapple syrup) ou mel
2 ovos

Misture os ingredientes secos. Misture os líquidos e junte aos secos, misturando somente o necessário para incorporar os ingredientes. Deixe a massa repousar 20 minutos, ela vai engrossar.

Cozinhe as panquecas numa frigideira levemente untada, usando ¼ xícara de massa para cada uma.

Serve 4 pessoas.


Hoje tivemos panquecas no café da manhã. Esta é minha receita favorita, gostosa e muito saudável. Semente de linhaça é um poderoso desintoxicante do sistema disgestivo. Para triturar as sementes, eu uso o moedor de café.

Buttermilk é um subproduto da fabricação de manteiga, é o líquido que sobra depois que a gordura foi removida do leite integral. Se não tiver buttermilk, adicione 1 colher de vinagre ou suco de limão à 1¼ xícaras de leite morno, misturando até que coagule. Deixe descansar por pelo menos 5 minutos antes de usar. Remova o bicarbonato da receita, e aumente a quantidade de fermento químico para 2 colheres de chá (total).

Para acompanhar estas panquecas, além de manteiga, eu sirvo 2 xícaras de morangos fatiados macerados em duas colheres de xarope de bordo.

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New Yorker: Alice, Off the Page

março 23, 2006 at 7:04 pm (matutando)

Calvin e Alice TrillinA New Yorker de 27 de março traz Calvin Trillin falando de Alice, sua mulher e musa inspiradora, falecida em 2001. É um artigo lindíssimo, daqueles que faz a gente rir e chorar ao mesmo tempo. Infelizmente, o texto não está disponível on line. Espero que a foto ao lado (o casal em 1965, após seu casamento em Londres) inspire todo mundo a ir correndo comprar a revista. Muito bonito também é o artigo escrito pela própria Alice, pouco antes de morrer: Betting Your Life.

Também ficou de fora da versão digital o artigo sobre Ellen Johnson Sirleaf, a nova presidente da Libéria. O autor do artigo fala de como Sirleaf chegou ao poder, dos problemas do país e da guerra civil, e de quando (ele o autor) morou na Libéria. A entrevista com o autor serve como aperitivo para o artigo.

O prêmio de consolação para quem não comprar a revista é Fear Factor, de Nicholas Lemann, sobre Bill O'Reilly – uma versão piorada do Alborghetti, bastante popular na TV americana. O'Reilly consegue ser mais grosso e ignorante, gritar mais alto e causar mais asco.

Part of the pleasure of “The O’Reilly Factor” is knowing that O’Reilly is a guy with a temper, and he might lose it. He reddens, sits up, and presses the guest, who may begin to stammer helplessly (in which case O’Reilly usually pulls back), or to backpedal and make excuses, in the manner of Richard Rosenbaum (in which case O’Reilly keeps boring in), or to insult O’Reilly (in which case O’Reilly may begin yelling—the big payoff).

He’s the beat cop for the American neighborhood, who may have been a little excessive at times, may occasionally have run afoul of Internal Affairs, but law-abiding folks trust him because they know he’s on their side. His liberal guests are like suspects he’s pulled over: in the end, he’s probably just going to frisk them and let them go with a genial warning, but if they try anything, well, he carries a nightstick for a reason.

Resumindo o indivíduo, vai este trecho falando do enraivecido Shannon Michaels, seu alter ego "literário":

In 1998, after the launch of “The O’Reilly Factor,” but before superstardom, he published a thriller called “Those Who Trespass,” which is his most ambitious and deeply felt piece of writing. “Those Who Trespass” is a revenge fantasy, and it displays extraordinarily violent impulses. (…) He systematically murders the people who ruined his career. (…) Michaels stalks the woman who forced his resignation from the network and throws her off a balcony. He next murders a television research consultant who had advised the local station to dismiss him: he buries the guy in beach sand up to his neck and lets him slowly drown. Finally, during a break in the Radio and Television News Directors Association convention, he slits the throat of the station manager. O’Reilly describes each of these killings—the careful planning, the suffering of the victim, the act itself—in loving detail.

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My kind of town

março 22, 2006 at 8:58 pm (abstraindo, misturando, viajando)

Acabo de voltar da minha terceira visita à Chicago. Desde maio do ano passado eu estava convencida San Francisco ser minha cidade favorita nos EUA, mas fui reconquistada por Chicago. Desta vez nem estive em Oak Park ou Hyde Park, passei todo o tempo dentro do Central Loop, exceto por um passeio na North Michigan Avenue e breve perambulada por River North.

Fiquei hospedada entre o Rookery (Burnham and Root, 1888), o elegantérrimo Art Deco LaSalle (Graham, Anderson, Probst & White, 1934), Federal Center (Ludwig Mies van der Rohe, 1959-1974) e Bank of America (Graham, Anderson, Probst & White, 1924). Abaixo, fotos do Rookery. O lobby e pátio foram reformados por Frank Lloyd Wright em 1907.

The Rookery The Rookery The Rookery

Chase (First National Plaza)Chicago tem prédios maravilhosos, aos montes. Um dos meus preferidos é o Chase Tower (Perkins & Will, 1969), foto ao lado. As laterais côncavas dão um ar de leveza a este prédio de 60 andares, a perspectiva é bonita mesmo ao nível dos pedestres. A plaza em terraços é também muito interessante e convidativa.

Em River North, meu favorito é o John Hancock Center (Skidmore, Owings & Merrill, 1970). As braçadeiras na diagonal reduzem quase que pela metade a necessidade de aço na estrutura, e assim os 100 andares de uso comercial e residencial têm grande liberdade para arranjar o espaço interno.

Voltando ao Central Loop e ao século XIX, o simples e massivo Monadnock Building (Burnham & Root, 1891) é lindo por fora e por dentro (fotos abaixo). Todo em alvenaria, na base as paredes têm 1.80m de espessura para suportar seus 16 andares. Nesta época usava-se pátios internos para acomodar a necessidade de luz natural em grandes edifícios (como no Rookery), mas o terreno do Monadnock era muito estreito para permiti-lo. A solução encontrada foi transformar as escadas em poços de luz.

The Monadnock The Monadnock The Monadnock

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Vivere RestaurantMas talvez a melhor parte de Chicago seja a possibilidade de comer bem fora de casa (coisa que não é muito fácil neste país). O Central Loop nem é o ponto alto da cidade, mas eu aproveitei bem. Todos os dias, antes do café da manhã, eu me dirigia para a Kramer’s Health Food Shoppe (209 S. Wabash Avenue) onde tomava um suco centrifugado de cenoura, beterraba, espinafre, salsinha e gengibre. Nos arredores haviam várias padarias e cafés, eu podia *escolher* onde comer. Na terça jantei no Vivere, um dos três restaurantes da famiglia Capitanini no Italian Village. A decoração é uma espécie de rococó pós-moderno (projeto de Jordan Mozer), com espirais barrocas e outras maluquices (foto ao lado). A comida estava bem gostosa, e o serviço decente.

Na sexta fui ao Ristorante We, uma casa de carnes toscana dentro do Hotel W. A salada de rúcula, finnochio, laranja, queijo de cabra e avelãs tostadas estava muito boa, embora a quantidade de avelãs deixasse a desejar. Estava nos planos experimentar as batatinhas fingerling da casa, mas o pão de alho com molho de gorgonzola estava tão maravilhoso que não consegui pensar em comer mais nada.

Trattoria No. 10Mas o ponto alto foi quarta-feira: Trattoria No. 10, também um restaurante de cozinha toscana. O Trattoria é um restaurante mais discreto, muito elegante e confortável. Eu poderia ter passado a noite tomando vinho e comendo os crackers feitos na casa, mas escolhi uma salada de folhas verdes com nozes carameladas, queijo de cabra e vinagrete de passas e sherry; e ravioli de abóbora dos tipos butternut e acorn, com molho de manteiga, nozes, manjericão, e vegetais crus à julienne. Ainda estou suspirando. Pannacota de sobremesa.

O café da manhã de sábado (waffle com manteiga de açúcar mascavo, morangos frescos e chantilly) foi no Atwood Cafe, dentro do Burnham Hotel (originalmente Reliance Building, por Daniel Burnham, John Root and Charles Atwood, 1894), fotos abaixo. Este prédio, um dos mais bonitos da Chicago antiga, é um importante precursor dos arranha-céus. 14 pavimentos, estrutura de ferro e aço, fachada coberta com painéis de terracota e uma grande quantidade de vidro para a época. O restauro do Reliance levou tempo e foi bastante cuidadoso. Os painéis de terracota foram limpos, consertados e polidos. As escadas em ferro e as portas dos antigos escritórios, em mogno e vidro florentino, foram restauradas. Infelizmente a equipe responsável pela decoração do hotel careceu de alguns neurônios. No caminho do restaurante para os banheiros foi colocado um carpet escuro passando por alguns degraus, sem nenhuma demarcação da mudança de nível. Meu encontro com estes degraus foi bastante doloroso, depois do café da manhã fui direto para o hospital cuidar de uma torção no pé.

The Reliance The Reliance The Reliance

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Além de comida e arquitetura de primeira classe, a cidade também oferece o Art Institute of Chicago. O acervo é maravilhoso, famoso pela coleção de impressionistas e de arte americana (por exemplo, Nighthawks de Edward Hopper e American Gothic de Grant Wood). Eu gosto particularmente da coleção de mobília do século XX, Thorne Miniature Rooms e esculturas caricaturescas de Honoré Daumier.Portrait du citoyen Belley (Girodet, 1797) Tive a sorte de pegar a exposição Girodet: Romantic Rebel. Anne-Louis Girodet de Roucy-Trioson (1767-1824) foi um pintor francês, discípulo de Jacques-Louis David. Seu trabalho marcou a transição da austeridade neo-clássica para o lirismo fantasioso do romanticismo.

Ao lado está o Portrait du citoyen Belley (1797). Belley era do Senegal, um ex-escravo no Caribe que trabalhou para abolir a escravidão nas colônias francesas. Belley veste o uniforme de um deputado da convenção, e seu rosto está no meio-perfil que se usava para retratos de nobres e reis – um ângulo que traz dignidade ao retrato, mas também realça as formas de seu crânio. Belley se apóia no pedestal do busto do abolicionista Guillaume-Thomas Raynal, a cor do mármore e a testa reta evidenciando o que na época se acreditava como marca de inteligência superior. Neste retrato Girodet celebrava o estabelecimento dos direitos humanos pela então recém formada república francesa, ao mesmo tempo que evocava as novas estruturas sociais baseadas em racismo.

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Chicago é viva, cheia de jazz, com gente andando nas ruas, sorrisos e olhares, bons-dias entre aqueles que esperam o sinaleiro abrir. A cidade tem muitos problemas, mas está sempre encarando seus demônios e correndo atrás de soluções. De cultura avançada e progressista, Chicago é o berço americano da arquitetura, dos serviços sociais e direitos trabalhistas, dos estudos sociológicos sobre racismo, segregação, pobreza, imigrantes e família.

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Torrone – A sticky affair

março 17, 2006 at 2:17 pm (misturando)

Estou passando mal de tanta vontade de provar esta receita de torrone publicada no Delicious Days. Felizmente, esta é feita com mel ao invés de xarope de milho (que eu considero um veneno). Mas eu pretendo usar avelãs e talvez um pouco de nozes, ao invés de amêndoas e pistaches.

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NY Times: Zizek’s Defenders of the Faith

março 15, 2006 at 4:40 pm (matutando)

Domingo passado o NY Times trouxe um editorial do Slavoj Zizek, Defenders of the Faith:

FOR centuries, we have been told that without religion we are no more than egotistic animals fighting for our share, our only morality that of a pack of wolves; only religion, it is said, can elevate us to a higher spiritual level. Today, when religion is emerging as the wellspring of murderous violence around the world, assurances that Christian or Muslim or Hindu fundamentalists are only abusing and perverting the noble spiritual messages of their creeds ring increasingly hollow. What about restoring the dignity of atheism, one of Europe’s greatest legacies and perhaps our only chance for peace? (…)

Zizek já me capturou na primeira frase. Embora eu não tenha nada contra religião, desconfio do caráter de quem afirme religião ser pré-requisito para moralidade. Ora bolas, se uma pessoa não consegue distingüir o certo do errado independente de seus preceitos religiosos, como pode esta pessoa ser moral (para não falar da sinceridade de sua escolha de religião)? Quer dizer que se Deus não estiver olhando, vale tudo?

Vale a pena ler o artigo inteiro, basicamente Zizek argumenta que é o ateísmo que garante um espaço seguro para quem quer praticar sua religião, e que respeito verdadeiro é baseado em crítica.

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OddMusic

março 3, 2006 at 11:07 pm (passeando)

DidjibodhránOddMusic é um sítio sobre música diferente, étnica, experimental ou whatever. Através da galeria se tem acesso à fotos e sons de vários instrumentos interessantes como a pencilina e os saxofones de bambu. Ao lado, a foto de um didjibodhrán.

The didjibodhrán is an original hybrid instrument. It's an Irish frame drum, called a bodhrán, that has a stretched goatskin head. The ceramic drum frame is also a circular didjeridu. When blowing into the didjibodhrán as a didjeridu, the drum head vibrates sympathetically, creating some eerie pseudo-reverberation effects. The didjibodhrán can also played with the fingers like a middle-eastern or African tar (frame drum) while blowing into it as a didjeridu, or just as a bodhrán in the traditional Irish style using a stick or your hand.

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Felicitações à D. Laura, especialmente da nora

março 2, 2006 at 12:27 pm (sorrindo)

Esta deve ter sido a gafe do ano, publicada na Gazeta de São Bento do Sul em fevereiro passado (via f-Utilidades).

Como chiqueza pouca é bobagem, a coluna também trouxe Djenifer e Djéssica. Deveria ser Djênifer.

Coluna Social

Errata

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